Eu não espero que você seja o-grande-amor-da-minha-vida, parei de acreditar nisso na quinta série quando a moça que trabalhava na biblioteca do meu colégio me disse que estava se separando do marido dela. Meus pais estão juntos até hoje, mas a gente sabe bem como vão as coisas ali. A moça da biblioteca chorou. Não quero que você me faça chorar. Não quero que você seja um motivo ruim na minha vida. Você é motivo de sorrisos, razão pra eu acordar num dia de chuva e tomar banho e mudar de roupa porque eu sei que você vai passar aqui, vai trazer algo congelado pra gente ver ser aquecido no forno e comer enquanto falamos bobagens. Não quero te odiar. Não quero falar mal de você pros outros. Pras minhas amigas. Quero falar mal de você como quem ama. Pois é, Amanda, ele nunca lembra de desligar o celular antes de dormir e sempre alguém do trabalho liga. Sabe, eu quero dizer isso. Que o máximo de irritação que você me provoca é me acordar de manhã cedo falando bobagens que parecem ser importantes no celular. Não quero que você me largue. Não quero te largar. Não quero ter motivos pra ir embora, pra te deixar falando sozinho, pra bater o telefone na sua cara. E eu não tenho medo que isso aconteça (eu nunca tenho), eu fiz isso com todos os outros. É só que dessa vez eu queria muito que fosse diferente. Dessa vez, com você, eu queria que desse certo. Que eu não te largasse no altar. Que eu não te visse com outra. Que eu não tivesse raiva. Que você não passasse a comer de boca aberta. Que você entendesse o meu problema com chãos de banheiro molhados pra sempre. Que você gostasse e cuidasse de mim como ontem à noite você cuidou. Eu quero que dê certo, não estraga, por favor. Não estraga não estraga não estraga. Posso pôr um post-it na sua carteira? Mesmo que a gente não fique juntos pra sempre. Mesmo que acabe semana que vem. Nunca destrua o meu carinho por você. Nunca esfrie o calorzinho que aparece dentro de mim quando você liga, sorri ou aparece no olho mágico da minha porta. Mesmo que você apareça na porta de outras mulheres depois de me deixar. Me deixe um dia, se quiser. Mas me deixe te amando. É só o que eu peço. —Tati Bernardi. 

Eu não espero que você seja o-grande-amor-da-minha-vida, parei de acreditar nisso na quinta série quando a moça que trabalhava na biblioteca do meu colégio me disse que estava se separando do marido dela. Meus pais estão juntos até hoje, mas a gente sabe bem como vão as coisas ali. A moça da biblioteca chorou. Não quero que você me faça chorar. Não quero que você seja um motivo ruim na minha vida. Você é motivo de sorrisos, razão pra eu acordar num dia de chuva e tomar banho e mudar de roupa porque eu sei que você vai passar aqui, vai trazer algo congelado pra gente ver ser aquecido no forno e comer enquanto falamos bobagens. Não quero te odiar. Não quero falar mal de você pros outros. Pras minhas amigas. Quero falar mal de você como quem ama. Pois é, Amanda, ele nunca lembra de desligar o celular antes de dormir e sempre alguém do trabalho liga. Sabe, eu quero dizer isso. Que o máximo de irritação que você me provoca é me acordar de manhã cedo falando bobagens que parecem ser importantes no celular. Não quero que você me largue. Não quero te largar. Não quero ter motivos pra ir embora, pra te deixar falando sozinho, pra bater o telefone na sua cara. E eu não tenho medo que isso aconteça (eu nunca tenho), eu fiz isso com todos os outros. É só que dessa vez eu queria muito que fosse diferente. Dessa vez, com você, eu queria que desse certo. Que eu não te largasse no altar. Que eu não te visse com outra. Que eu não tivesse raiva. Que você não passasse a comer de boca aberta. Que você entendesse o meu problema com chãos de banheiro molhados pra sempre. Que você gostasse e cuidasse de mim como ontem à noite você cuidou. Eu quero que dê certo, não estraga, por favor. Não estraga não estraga não estraga. Posso pôr um post-it na sua carteira? Mesmo que a gente não fique juntos pra sempre. Mesmo que acabe semana que vem. Nunca destrua o meu carinho por você. Nunca esfrie o calorzinho que aparece dentro de mim quando você liga, sorri ou aparece no olho mágico da minha porta. Mesmo que você apareça na porta de outras mulheres depois de me deixar. Me deixe um dia, se quiser. Mas me deixe te amando. É só o que eu peço. —Tati Bernardi. 


Eu pensei que já havia explicado isso claramente antes, eu não posso existir num mundo onde você não exista. —Crepúsculo.

(via thiaramacedo)


“Não estou dizendo isso porque no fundo te quero ralando joelho pelas ruas atrás de mim. Não dessa vez. Não vem com bombons, não vem com desculpas, não vem com canções. Não vem. Se você tiver a fim de compreender o presente, precisa analisar o passado. Todo ele, dia a dia, cada palavra, seu borderô de atitudes passadas. Dá uma olhada em tudo que você fez e me diz. Viu? A novidade é que o dia que eu sempre prometi que viria, e que você nunca esperou chegar de verdade, veio. Eu cansei. Não sou mais eu.”—Gabito Nunes.

Não estou dizendo isso porque no fundo te quero ralando joelho pelas ruas atrás de mim. Não dessa vez. Não vem com bombons, não vem com desculpas, não vem com canções. Não vem. Se você tiver a fim de compreender o presente, precisa analisar o passado. Todo ele, dia a dia, cada palavra, seu borderô de atitudes passadas. Dá uma olhada em tudo que você fez e me diz. Viu? A novidade é que o dia que eu sempre prometi que viria, e que você nunca esperou chegar de verdade, veio. Eu cansei. Não sou mais eu.”—Gabito Nunes.


“Eu gosto que todas as suas roupas são azuis mesmo não sendo. Eu gosto do seu armário de madeira que não é madeira e que combina com a escrivaninha e com a cabeceira da cama. Eu gosto do seu travesseiro com um desenhinho. Eu gosto da palma do seu pé e sei que essa frase está errada. Eu gosto que o lábio inferior desaparece um pouco quando você diz uma ironia ou quando acha que é gostoso. Eu gosto que você explode sem perder um ponto sereno e intocável nos olhos, como se nada estivesse acontecendo. Eu gosto que quando nada está acontecendo seus olhos não perdem um brilho de dor. Eu gosto que você não sabe se sabe cuidar mas queria ajudar a menina passando mal no avião.Tem dez minutos que acordei e já gostei de você um milhão de vezes hoje. Eu gosto que você é um começo daquele tipo de flor que dispara em mim o regador assassino de um milhão de gotas d’água. Mas eu gosto mais ainda de um arco-íris pixelado que me cumprimenta discretamente da janela, como se existisse a esperança de uma planta esperta que não fica propositalmente distraída, de boca aberta, pra ser cúmplice do meu medo.”—Tati Bernardi.

Eu gosto que todas as suas roupas são azuis mesmo não sendo. Eu gosto do seu armário de madeira que não é madeira e que combina com a escrivaninha e com a cabeceira da cama. Eu gosto do seu travesseiro com um desenhinho. Eu gosto da palma do seu pé e sei que essa frase está errada. Eu gosto que o lábio inferior desaparece um pouco quando você diz uma ironia ou quando acha que é gostoso. Eu gosto que você explode sem perder um ponto sereno e intocável nos olhos, como se nada estivesse acontecendo. Eu gosto que quando nada está acontecendo seus olhos não perdem um brilho de dor. Eu gosto que você não sabe se sabe cuidar mas queria ajudar a menina passando mal no avião.Tem dez minutos que acordei e já gostei de você um milhão de vezes hoje. Eu gosto que você é um começo daquele tipo de flor que dispara em mim o regador assassino de um milhão de gotas d’água. Mas eu gosto mais ainda de um arco-íris pixelado que me cumprimenta discretamente da janela, como se existisse a esperança de uma planta esperta que não fica propositalmente distraída, de boca aberta, pra ser cúmplice do meu medo.”—Tati Bernardi.


Um dia me perguntaram: “O que você viu nele?”. Milhares de defeitos e qualidades se passaram pela minha cabeça, mas a única coisa que saiu da minha boca foi “Tudo que eu não vi em mais ninguém.” E eu juro, foi a melhor resposta do mundo.

Um dia me perguntaram: “O que você viu nele?”. Milhares de defeitos e qualidades se passaram pela minha cabeça, mas a única coisa que saiu da minha boca foi “Tudo que eu não vi em mais ninguém.” E eu juro, foi a melhor resposta do mundo.


 

 


“Ele é diferente de todos os caras que eu já conheci. Ele me entende quando eu preciso ser entendida. Ele entende até o meu silêncio e sabe a hora de só ficar ao meu lado. Ele tenta me descomplicar quando eu mesma me complico. Ele é diferente. Eu não sei se é a maneira como ele fala comigo, como se nos conhecêssemos desde sempre. Eu não sei se é a maneira como ele me cuida de um jeito como ninguém nunca me cuidou antes. Ou se é o bico que ele faz pedindo beijo. Mas ele é diferente dos outros caras. Eu vi nele o que eu nunca tinha visto em alguém. Ele sabe o momento certo de me fazer sorrir. E ele sabe o que dizer para me fazer abrir um sorriso enorme. É ele o cara que eu mando várias mensagens no meio da noite dizendo estar com saudades. E ele não reclama. Ele é o único cara que me aguenta brava e com ciúmes. Ele não faz o tipo grudento, mas ele sabe a hora de me dar carinho. Ele é o tipo de cara errado, mas que eu quis para mim mesmo assim. Eu me apaixonei até pelos defeitos dele. Ele é o cara que eu sinto vontade de namorar. Casar. Ter filhos. É com esse cara que eu idealizo cenas na minha cabeça de nós dois juntos. Ele me cuida tão bem. Me dá seu colo e me acolhe em seus braços. Ele é um idiota, mas é o meu idiota. Eu posso brigar com ele, e mandar ele ir embora milhões de vezes. Mas ele volta. Ele sempre volta. Porque ele sabe que ao meu lado é o lugar certo pra ele estar. Eu sei que ele é diferente dos outros caras. E é por isso que eu não posso deixar ele ir embora. É por isso que eu preciso dele comigo. É como se ao lado dele eu estivesse completa. É como se nada mais me faltasse. Mas se ele ficar longe, falta tudo.”

Ele é diferente de todos os caras que eu já conheci. Ele me entende quando eu preciso ser entendida. Ele entende até o meu silêncio e sabe a hora de só ficar ao meu lado. Ele tenta me descomplicar quando eu mesma me complico. Ele é diferente. Eu não sei se é a maneira como ele fala comigo, como se nos conhecêssemos desde sempre. Eu não sei se é a maneira como ele me cuida de um jeito como ninguém nunca me cuidou antes. Ou se é o bico que ele faz pedindo beijo. Mas ele é diferente dos outros caras. Eu vi nele o que eu nunca tinha visto em alguém. Ele sabe o momento certo de me fazer sorrir. E ele sabe o que dizer para me fazer abrir um sorriso enorme. É ele o cara que eu mando várias mensagens no meio da noite dizendo estar com saudades. E ele não reclama. Ele é o único cara que me aguenta brava e com ciúmes. Ele não faz o tipo grudento, mas ele sabe a hora de me dar carinho. Ele é o tipo de cara errado, mas que eu quis para mim mesmo assim. Eu me apaixonei até pelos defeitos dele. Ele é o cara que eu sinto vontade de namorar. Casar. Ter filhos. É com esse cara que eu idealizo cenas na minha cabeça de nós dois juntos. Ele me cuida tão bem. Me dá seu colo e me acolhe em seus braços. Ele é um idiota, mas é o meu idiota. Eu posso brigar com ele, e mandar ele ir embora milhões de vezes. Mas ele volta. Ele sempre volta. Porque ele sabe que ao meu lado é o lugar certo pra ele estar. Eu sei que ele é diferente dos outros caras. E é por isso que eu não posso deixar ele ir embora. É por isso que eu preciso dele comigo. É como se ao lado dele eu estivesse completa. É como se nada mais me faltasse. Mas se ele ficar longe, falta tudo.


A verdade é que ela era um saco. Ria de tudo, principalmente nas horas erradas, levava tudo ao pé da letra e sempre se magoava com muito pouco. Tinha esse tique de ser sempre mais esperta que todo mundo, e isso a levava a despejar informações como se fosse uma enciclopédia falante. Ele sinceramente não entendia como havia vindo parar no meio daquela confusão que ela chamava de vida (logo ele, meu Deus do céu, que nunca teve paciência nem com a bagunça dele), mas de duas coisas tinha certeza - o sorriso dela era de todos o mais bonito, com aquelas covinhas adoráveis e seus dentes pequenininhos, e ela sabia fazê-lo feliz como mais ninguém. E se ela era chata, ele era rabugento. Não gostava de praticamente nada, não concordava com absolutamente ninguém e se achava superior às coisas que aconteciam aos meros mortais. Porque - pasmem - ele se julgava verdadeiramente imortal, por cima do bem e do mal. Literalmente brincava com o perigo, fazendo coisas que ela (sempre contabilizando riscos e listando efeitos colaterais e possíveis consequências) nunca faria em sã consciência. Ou em consciência nenhuma. Não entendia muito bem como foi parar naquela montanha-russa, descarga constante de adrenalina, que ele chamava de vida, mas ela gostava - ele contava piadas ótimas, tinha aquele jeito charmoso de quem não se importa com muita coisa e olhava pra ela como se ela fosse a menina mais bonita de todo o meta universo. Nunca foram muito parecidos, nem se sentiram muito “alma-gêmeas-feitas-um-para-o-outro”, mas que sempre se deram muitíssimo bem e que sempre pareceram se completar é fato. Com aquele jeito tímido, certinho, educado até demais, receoso, sorridente e alegre de quem não conhecia muita coisa da vida, ela conseguiu fazer com que a rabugice dele diminuísse. Sabia o fazer feliz, sabia o fazer melhor… Ficar perto dela, para ele, era realmente sinônimo de alegria constante, coisa que ele havia se considerado privado havia muito tempo. E com aquele charme, aquele destemor, com seu jeito aventureiro, errado, errante, bem-humorado e inconsequente de quem já viveu mais do que deveria, ele fez com que ela experimentasse, pela primeira vez, viver. Não segundo palavras pré-decoradas de enciclopédias e livros de ciência, mas segundo o seu coração. Se ela tosou as asas dele pra que ele não desse uma de Ícaro-filho-de-Dédalo e voasse alto demais, ele a deixou saber que ela também tinha asas.— Eram Tão Diferentes Que Tornaram-se Iguais, Letícia Sales.

A verdade é que ela era um saco. Ria de tudo, principalmente nas horas erradas, levava tudo ao pé da letra e sempre se magoava com muito pouco. Tinha esse tique de ser sempre mais esperta que todo mundo, e isso a levava a despejar informações como se fosse uma enciclopédia falante. Ele sinceramente não entendia como havia vindo parar no meio daquela confusão que ela chamava de vida (logo ele, meu Deus do céu, que nunca teve paciência nem com a bagunça dele), mas de duas coisas tinha certeza - o sorriso dela era de todos o mais bonito, com aquelas covinhas adoráveis e seus dentes pequenininhos, e ela sabia fazê-lo feliz como mais ninguém. E se ela era chata, ele era rabugento. Não gostava de praticamente nada, não concordava com absolutamente ninguém e se achava superior às coisas que aconteciam aos meros mortais. Porque - pasmem - ele se julgava verdadeiramente imortal, por cima do bem e do mal. Literalmente brincava com o perigo, fazendo coisas que ela (sempre contabilizando riscos e listando efeitos colaterais e possíveis consequências) nunca faria em sã consciência. Ou em consciência nenhuma. Não entendia muito bem como foi parar naquela montanha-russa, descarga constante de adrenalina, que ele chamava de vida, mas ela gostava - ele contava piadas ótimas, tinha aquele jeito charmoso de quem não se importa com muita coisa e olhava pra ela como se ela fosse a menina mais bonita de todo o meta universo. Nunca foram muito parecidos, nem se sentiram muito “alma-gêmeas-feitas-um-para-o-outro”, mas que sempre se deram muitíssimo bem e que sempre pareceram se completar é fato. Com aquele jeito tímido, certinho, educado até demais, receoso, sorridente e alegre de quem não conhecia muita coisa da vida, ela conseguiu fazer com que a rabugice dele diminuísse. Sabia o fazer feliz, sabia o fazer melhor… Ficar perto dela, para ele, era realmente sinônimo de alegria constante, coisa que ele havia se considerado privado havia muito tempo. E com aquele charme, aquele destemor, com seu jeito aventureiro, errado, errante, bem-humorado e inconsequente de quem já viveu mais do que deveria, ele fez com que ela experimentasse, pela primeira vez, viver. Não segundo palavras pré-decoradas de enciclopédias e livros de ciência, mas segundo o seu coração. Se ela tosou as asas dele pra que ele não desse uma de Ícaro-filho-de-Dédalo e voasse alto demais, ele a deixou saber que ela também tinha asas.

— Eram Tão Diferentes Que Tornaram-se Iguais, Letícia Sales.


“Eu sou muito antiga. Peço perdão e aceito julgamentos por isso. De verdade, pode julgar, pode atirar um tomate ou uma pedra. Só não acerta meu olho, por favor. Olha, eu acho que uma relação é feita a dois. E, no futuro, quem sabe, a três, a quatro, a cinco. Sim, porque a família aumenta. Pode ser um filho, pode ser um cãozinho, um gato, um papagaio, uns discos de vinil. Tem gente que tem relacionamento aberto. Se para o casal está tudo bem, ótimo. Mas pra mim um relacionamento é fechado, bem fechadinho mesmo. Eu e você, que lindo. Eu, você e nossos livros. Eu, você e nossas plantinhas. Eu, você e nossas brigas. Eu, você e nossos sonhos. Eu, você e nossos defeitos. Eu, você e nossa água quente do chuveiro. É claro que ninguém é perfeito, essa coisa de um amor e uma cabana é bonito só pra japonês ver. O amor é cansativo, uma relação às vezes é um pé no saco. Mas nem por isso você precisa abandonar tudo. Nem por isso você tem que virar o pescoço para o lado. Quem quer construir uma coisa deve se esforçar para que isso aconteça. Quem quer que dê certo tem que ter paciência e ser flexível. Sinceramente, não entendo quem vive uma relação aberta. E entendo menos ainda quem topa dividir o marido com outra mulher. Eu sou ciumenta, sou possessiva, sou chata. O que é meu é meu. Não divido, não empresto, não troco, não vendo. Desculpa, tenho esse defeito. Acho impossível você amar alguém e não sentir o menor ciúme. E, olha, é claro que ninguém é cego. É lógico que existem pessoas bonitas e interessantes dando sopa por aí. É claro que ele enxerga as mulheres bonitas, assim como eu enxergo os homens bonitos. Mas olhar é uma coisa, ter contato é outra. Pra mim esse tipo de relação não funciona, não sei lidar com isso, não sei dividir o meu amor.”—Clarissa Corrêa.

Eu sou muito antiga. Peço perdão e aceito julgamentos por isso. De verdade, pode julgar, pode atirar um tomate ou uma pedra. Só não acerta meu olho, por favor. Olha, eu acho que uma relação é feita a dois. E, no futuro, quem sabe, a três, a quatro, a cinco. Sim, porque a família aumenta. Pode ser um filho, pode ser um cãozinho, um gato, um papagaio, uns discos de vinil. Tem gente que tem relacionamento aberto. Se para o casal está tudo bem, ótimo. Mas pra mim um relacionamento é fechado, bem fechadinho mesmo. Eu e você, que lindo. Eu, você e nossos livros. Eu, você e nossas plantinhas. Eu, você e nossas brigas. Eu, você e nossos sonhos. Eu, você e nossos defeitos. Eu, você e nossa água quente do chuveiro. É claro que ninguém é perfeito, essa coisa de um amor e uma cabana é bonito só pra japonês ver. O amor é cansativo, uma relação às vezes é um pé no saco. Mas nem por isso você precisa abandonar tudo. Nem por isso você tem que virar o pescoço para o lado. Quem quer construir uma coisa deve se esforçar para que isso aconteça. Quem quer que dê certo tem que ter paciência e ser flexível. Sinceramente, não entendo quem vive uma relação aberta. E entendo menos ainda quem topa dividir o marido com outra mulher. Eu sou ciumenta, sou possessiva, sou chata. O que é meu é meu. Não divido, não empresto, não troco, não vendo. Desculpa, tenho esse defeito. Acho impossível você amar alguém e não sentir o menor ciúme. E, olha, é claro que ninguém é cego. É lógico que existem pessoas bonitas e interessantes dando sopa por aí. É claro que ele enxerga as mulheres bonitas, assim como eu enxergo os homens bonitos. Mas olhar é uma coisa, ter contato é outra. Pra mim esse tipo de relação não funciona, não sei lidar com isso, não sei dividir o meu amor.”—Clarissa Corrêa.


Não consigo me lembrar qual o exato momento em que decidi deixar você me guiar. Nem sei se quero. Que diferença faz onde começou quando tudo o que importa é onde estamos nesse exato momento? Quase acreditei que gostasse de tudo o que faz você ser você, mas na verdade percebi que sinto ódio. Tenho ódio do seu cabelo meio arrumado, meio bagunçado, porque quero sempre inventar alguma desculpa idiota pra passar a mão de leve nele. Odeio o seu jeito calmo porque ele deixa minha neurose de lado e me acalma. Me acalma tanto. Odeio sua conversa interessante, divertida e natural porque ela me mostra que eu não preciso mais procurar por assuntos e isso me assusta um pouco. Odeio você gostar de mim naturalmente porque não preciso mais me desesperar para parecer melhor do que eu sou porque você me vê despida de todas as minhas defesas e ainda assim me ama.Odeio sua sinceridade porque ela me coloca de frente com o que eu preciso fazer ou mudar, e nem sempre gosto de ouvir sobre minhas falhas. Odeio seus sentimentos por mim porque ultimamente tenho tido muita necessidade deles e isso é muito novo pro meu mundinho ”no feelings”. Odeio seu passado porque ele te condena e tenho medo que te prenda em algo que não te deixe completamente livre pra mim. E eu odeio tanto, tanto, tanto esse texto porque não quero que ele passe sentimento algum e me vejo preocupada com o sentimentalismo barato escancarado nessas linhas. Logo, odeio o que sinto por você também.Odeio soltar um sorriso meio bobo sempre que recebo alguma mensagem sua porque não me acostumei com tanta felicidade em tão pouco tempo. Odeio meu coração disparar, minhas mãos suarem e meu corpo tremer na sua presença porque me sinto fraca por, ao menos uma vez na vida, não ter o controle da situação. Odeio você ter arrancado meus olhos e os colocado em sua sala de estar, porque só isso justifica eu só ter olhos para você. Eu quase te odeio por um segundo e logo em seguida gosto muito mais. E tento entender o porquê de alguém como eu ter uma pessoa como você, entende? As ruas sem saídas em que eu vivia faziam todo o sentido pra minha vida suja e do avesso, mas você fez pontes e viadutos e novas estradas e me deu opções e me tirou da minha vida acomodada e me deu abrigo. Você não desistiu da minha loucura, nem da minha frieza, nem do meu medo incontrolável de viver algo inteiramente. Me puxou pela mão e me livrou de todos os fantasmas assustadores que reinavam por aqui. Você me roubou de mim mesma e talvez seja esse o motivo de eu não conseguir te odiar. Nem sequer um pouquinho. Foi um sequestro relâmpago, quando vi já era meio tarde. Mas aqui, obrigada por me salvar. (http://www.blogdaraiane.com/2013/01/tudo-o-que-eu-odeio-em-voce.html)

Não consigo me lembrar qual o exato momento em que decidi deixar você me guiar. Nem sei se quero. Que diferença faz onde começou quando tudo o que importa é onde estamos nesse exato momento? Quase acreditei que gostasse de tudo o que faz você ser você, mas na verdade percebi que sinto ódio. Tenho ódio do seu cabelo meio arrumado, meio bagunçado, porque quero sempre inventar alguma desculpa idiota pra passar a mão de leve nele. Odeio o seu jeito calmo porque ele deixa minha neurose de lado e me acalma. Me acalma tanto. Odeio sua conversa interessante, divertida e natural porque ela me mostra que eu não preciso mais procurar por assuntos e isso me assusta um pouco. Odeio você gostar de mim naturalmente porque não preciso mais me desesperar para parecer melhor do que eu sou porque você me vê despida de todas as minhas defesas e ainda assim me ama.
Odeio sua sinceridade porque ela me coloca de frente com o que eu preciso fazer ou mudar, e nem sempre gosto de ouvir sobre minhas falhas. Odeio seus sentimentos por mim porque ultimamente tenho tido muita necessidade deles e isso é muito novo pro meu mundinho ”no feelings”. Odeio seu passado porque ele te condena e tenho medo que te prenda em algo que não te deixe completamente livre pra mim. E eu odeio tanto, tanto, tanto esse texto porque não quero que ele passe sentimento algum e me vejo preocupada com o sentimentalismo barato escancarado nessas linhas. Logo, odeio o que sinto por você também.
Odeio soltar um sorriso meio bobo sempre que recebo alguma mensagem sua porque não me acostumei com tanta felicidade em tão pouco tempo. Odeio meu coração disparar, minhas mãos suarem e meu corpo tremer na sua presença porque me sinto fraca por, ao menos uma vez na vida, não ter o controle da situação. Odeio você ter arrancado meus olhos e os colocado em sua sala de estar, porque só isso justifica eu só ter olhos para você. Eu quase te odeio por um segundo e logo em seguida gosto muito mais. E tento entender o porquê de alguém como eu ter uma pessoa como você, entende? As ruas sem saídas em que eu vivia faziam todo o sentido pra minha vida suja e do avesso, mas você fez pontes e viadutos e novas estradas e me deu opções e me tirou da minha vida acomodada e me deu abrigo. Você não desistiu da minha loucura, nem da minha frieza, nem do meu medo incontrolável de viver algo inteiramente. Me puxou pela mão e me livrou de todos os fantasmas assustadores que reinavam por aqui. Você me roubou de mim mesma e talvez seja esse o motivo de eu não conseguir te odiar. Nem sequer um pouquinho. Foi um sequestro relâmpago, quando vi já era meio tarde. Mas aqui, obrigada por me salvar. (http://www.blogdaraiane.com/2013/01/tudo-o-que-eu-odeio-em-voce.html)



“Eu queria te contar que agora não dói mais. Só que agora não importa tanto o que você vai pensar sobre isso. Queria que você soubesse que já vi nossos filmes milhares de vezes e nem chorei. Ok, chorei. Mas pelo filme, e não por você. Queria que você soubesse que tirei a poeira das nossas músicas, e que as ouço quase todos os dias. Porque elas me faziam mais falta do que você fez. Os nossos lugares não são mais nossos. Eu já voltei lá com outras pessoas, e escrevi lá outras histórias… Eu estou aprendendo a tocar violão. E a primeira música que toquei foi aquela música que era uma espécie de hino pra nós dois. Ela é tão linda… E sim, ela continua sendo muito nossa e lembrando demais você. Mas ainda sim, não dói. Você não pergunta essas coisas, mas sei que gostaria de saber. Porque te conheço. E isso não mudou. Do mesmo jeito que adivinhei as coisas ruins que você aprontaria, eu sei as coisas boas que ficaram aí em você e te fazem lembrar de mim. Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.” - Caio Fernando Abreu

Eu queria te contar que agora não dói mais. Só que agora não importa tanto o que você vai pensar sobre isso. Queria que você soubesse que já vi nossos filmes milhares de vezes e nem chorei. Ok, chorei. Mas pelo filme, e não por você. Queria que você soubesse que tirei a poeira das nossas músicas, e que as ouço quase todos os dias. Porque elas me faziam mais falta do que você fez. Os nossos lugares não são mais nossos. Eu já voltei lá com outras pessoas, e escrevi lá outras histórias… Eu estou aprendendo a tocar violão. E a primeira música que toquei foi aquela música que era uma espécie de hino pra nós dois. Ela é tão linda… E sim, ela continua sendo muito nossa e lembrando demais você. Mas ainda sim, não dói. Você não pergunta essas coisas, mas sei que gostaria de saber. Porque te conheço. E isso não mudou. Do mesmo jeito que adivinhei as coisas ruins que você aprontaria, eu sei as coisas boas que ficaram aí em você e te fazem lembrar de mim. Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.” Caio Fernando Abreu


“Você gosta que ela goste de você? Você gosta de carinho? Ser bem tratado? Saber e sentir que ela é apaixonada por você? Você gosta do cuidado e da preocupação que ela tem por você? De como ela se importa com a sua vida. De saber que você está bem. Como ela quer ajudá-lo. E estar ao seu lado. E estar ali, pra dar uma força se, por ventura, você deixar a peteca cair. Se coloque no lugar dela, pelo menos uma vez. Ela está aí porque quer. Porque gosta do jeito que ela é com você. Porque gosta de você. Se não fosse por isso já teria ido embora. Mas não. Ela não quer ir pra outro lugar. Porque ela fica triste longe de você. O mundo fica esquisito e anda de uma forma devagar e lenta sem você. Por isso ela nunca quis que você pensasse em ir. Ela gosta de música, dias bonitos, cachorros, brisa do mar, sol, frio, sentir o vento dançando nos cabelos, rir até a barriga doer, falar besteira, desenvolver “teorias” malucas, filmes, viajar, chocolate, arte, você. No meio disso tudo você sabe quem ela é e como se sente. Ela gosta do seu jeito manso e doce. Do seu lado carente e delicado. E da sua postura de homem firme. E tem ciúmes de você. Ela gosta das suas palavras carinhosas e do seu lado divertido. Do seu jeito infantil de não saber lidar com pequenos contratempos. De como você fica cheio de manha quando está doente. De você como um todo.”

— Clarissa Corrêa.


Um dia, a gente vai morar juntos, meu amor. Um dia, vamos dormir e acordar sob o mesmo teto, na mesma cama. Um dia, terei o prazer de ver a sua cara amassada logo ao abrir os meus olhos. Nada me parece ser melhor do que isso, sempre fui um pouco egoísta, mas quero ter o prazer de partilhar a minha vida, o meu tempo e o meu amor e tudo que tenho com você. Grava ai: um dia a gente casa.

Um dia, a gente vai morar juntos, meu amor. Um dia, vamos dormir e acordar sob o mesmo teto, na mesma cama. Um dia, terei o prazer de ver a sua cara amassada logo ao abrir os meus olhos. Nada me parece ser melhor do que isso, sempre fui um pouco egoísta, mas quero ter o prazer de partilhar a minha vida, o meu tempo e o meu amor e tudo que tenho com você. Grava ai: um dia a gente casa.


“Ela era um texto que ninguém queria ler até o fim.”  — Ariel S.